30 frases de Ferreira Gullar para relembrar a imensidão desse poeta

Ferreira Gullar, sob o pseudônimo de José Ribamar Ferreira, foi poeta, escritor, tradutor e teatrólogo. Um dos maiores autores brasileiros, foi fundador do neoconcretismo, movimento artístico brasileiro. Nasceu em 1930 e morreu no dia 4 de dezembro de 2020. Foi preso e exilado durante a ditadura militar em 1964, vivendo em exílio também na Argentina. Confira as frases de Ferreira Gullar e conheça mais sobre esse escritor extraordinário.

30 frases de Ferreira Gullar para refletir sobre a vida e a nossa existência

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo.

Uma parte de mim é todo mundo; outra parte é ninguém: fundo sem fundo.

O que passou passou. Jamais acenderás de novo o lume do tempo que apagou.

Como dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena embora o pão seja caro e a liberdade, pequena.

Porque nada do que foi feito satisfaz a vida, nada enche a vida. A vida é viver.

Porque nada do que foi feito satisfaz a vida, nada enche a vida. A vida é viver.

Digo adeus à ilusão, mas não ao mundo.

A vida só consome o que a alimenta.

Só cabe no poema o homem sem estômago a mulher de nuvens a fruta sem preço.

No mundo há muitas armadilhas e muitas bocas a te dizer que a vida é pouca, que a vida é louca.

Sou como você, feito de coisas lembradas e esquecidas, rostos e
mãos.

Sou como você, feito de coisas lembradas e esquecidas, rostos e mãos.

Onde começo, onde acabo, se o que está fora está dentro como num círculo cuja periferia é o centro?

A arte existe porque a vida não basta.

A arte existe porque a vida não basta.

Amo a vida que é cheia de crianças, de flores e mulheres, a vida, esse direito de estar no mundo, ter dois pés e mãos, uma cara e a fome de tudo, a esperança.

A poesia ri. Baixa-se uma portaria: é proibido misturar o poema com Ipanema. O poeta depõe no inquérito: Meu poema é puro, flor sem haste, juro! Não tem passado nem futuro. Não sabe a fel nem sabe a mel: É de papel.

Em face da imprevisibilidade da vida, inventamos Deus, que nos protege da bala perdida.

O poeta se torna mudo sem as palavras reais.

O poeta se torna mudo sem as palavras reais.

Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.

Somos todos irmãos, não porque dividamos o mesmo teto e a mesma mesa: divisamos a mesma espada sobre nossa cabeça.

De noite, como a luz é pouca, a gente tem impressão de que o tempo não passa ou pelo menos não escorre.

Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração.

Meu povo e meu poema crescem juntos como cresce no fruto a árvore nova.

Meu povo e meu poema crescem juntos como cresce no fruto a árvore nova.

O poema, senhores, não fede, nem cheira.

O poema, senhores, não fede, nem cheira.

Estou disperso nas coisas, nas pessoas, nas gavetas: de repente encontro ali partes de mim: risos, vértebras. Estou desfeito nas nuvens.

Extraviei-me no tempo. Onde estarão meus pedaços? Muito se foi com os amigos que já não ouvem nem falam.

Quero ser mulher, vejo-me menina.

Quero ser mulher, vejo-me menina.

Porque nada do que foi feito satisfaz a vida, nada enche a vida. A vida é viver!

Não quero saber do sofrimento, quero é felicidade.

Não quero saber do sofrimento, quero é felicidade.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.

Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador.

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte, delira...

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte, delira...

Aqui me tenho como não me conheço nem me quis, sem começo nem fim. Aqui me tenho sem mim, nada lembro, nem sei.

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