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Não dá para falar em consciência humana enquanto pessoas negras não tiverem direitos iguais e sequer forem tratadas como humanas.
20 frases de Djamila Ribeiro para conhecer mais sobre o feminismo negro
Uma das filósofas e feministas negras mais importantes no cenário social e político brasileiro atual, Djamila Ribeiro é a autora do livro “Pequeno manual antirracista”. Com uma forte presença nas redes sociais, a ativista conta com mais de um milhão de seguidores no Instagram. Assim, leia essas frases de Djamila Ribeiro e conheça mais sobre essa figura tão importante!
Frases de Djamila Ribeiro perfeitas para quem gosta de pautas sociais mais profundas
Não dá para lutar contra o que não se pode dar nome. [...] E, quando não se sabe de onde vem, é mais fácil ir para onde a máscara diz que é o seu lugar.
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Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la.
Na minha jornada de me descobrir negra adotei novos ídolos e principalmente novas ídolas, quando vi que na pirâmide social a carne da mulher negra nem chega a ser a mais barata, porque ela é considerada podre.
A invisibilidade da mulher negra dentro da pauta feminista faz com que ela não tenha seus problemas nem ao menos nomeados. E não se pensa em saídas emancipatórias para problemas que nem sequer foram ditos.
Na maior parte da minha infância e adolescência, não tinha consciência de mim.
Opiniões vazias sobre questões tão sérias, por si só, podem até não matar, mas com certeza ajudam a apertar o gatilho ou pulam o cadáver no chão.
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O falar não se restringe ao ato de emitir palavras, mas de poder existir.
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O feminismo deve contemplar todas as mulheres, é necessário perceber que não dá pra lutar contra uma opressão e alimentar outra.
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Como feminista negra, luto por uma sociedade sem hierarquia de opressão onde possamos ser respeitados na nossa humanidade e identidades.
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Se eu luto contra o machismo, mas ignoro o racismo, eu estou alimentando a mesma estrutura.
Os padrões de beleza são totalmente nocivos para a construção da autoestima da criança negra e por isso é importante outros referenciais, entender que pessoas negras também pensam o mundo e que fazem parte da construção da sociedade.
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Não se pode ter seletividade quando o assunto é o combate ao machismo.
Aqui no Brasil, como se criou esse mito da "democracia racial", de que todo mundo se ama e todo mundo é legal, muitas vezes o próprio sujeito negro tem dificuldade para entender que nossa sociedade é racista.
Diante de tantos humoristas reprodutores de opressão, legitimadores da ordem, fico com a definição do brilhante Henfil: "o humor que vale para mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime".
O não ouvir é a tendência a permanecer num lugar cômodo e confortável daquele que se intitula poder falar sobre os Outros, enquanto esses Outros permanecem silenciados.
Devemos pensar uma reconfiguração do mundo a partir de outros olhares, questionar o que foi criado a partir de uma linguagem eurocêntrica.
O jeito mais simples de se destituir uma pessoa é contar sua história e colocá-la em segundo lugar.
Ser feminista interseccional significa perceber, por exemplo, que nem todos os homens podem ser tratados da mesma maneira. Homem negro sofre racismo e pode sim ser discriminado por uma mulher branca nesta questão. Da mesma forma que um homem negro pode ser machista com uma mulher branca.
A vontade de ser aceita nesse mundo de padrões eurocêntricos é tanta que você literalmente se machuca para não ser a neguinha do cabelo duro que ninguém quer.