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E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
50 frases de poemas com rimas para versar o coração e a mente
Os poemas possuem uma beleza singular e encantadora, principalmente quando são acompanhados pela harmonia das rimas. Sejam eles com temas românticos, sociais, reflexivos ou infantis, a cadência melódica envolve o leitor de um jeito memorável. A seguir, confira as mais ilustres frases de poemas com rimas de alguns dos poetas mais famosos da literatura!
Frases de poemas com rimas que seduzem os sentidos
Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do sol em vão se atreve:
Papoula, ou rosa delicada, e fina,
Te cobre as faces, que são cor de neve.
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.
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Abro a janela, e de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias,
Não dependeu em cortesias
Um minuto, um instante
[...]
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Quando digo “meu Deus”,
Crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.
Quando digo "meu Deus",
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.
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Encanto a encanto, toda a prevês.
Afagos longos, carinhos sábios,
Carícias lentas, de uma maciez
Que se diriam feitas por lábios...
[...]
E os teus desejos ferventes vão
Batendo as asas na irrealidade...
O que tu chamas tua paixão,
É tão somente curiosidade.
Frouxo é o arrependimento e tenaz é o pecado.
Por nossas confissões muito é o que a alma reclama,
Voltando com prazer a um caminho de lama.
Crendo as manchas lavar com pranto amaldiçoado.
NÃO TE QUERO senão porque te quero,/p>
e de querer-te a não querer-te chego
e de esperar-te quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.
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Bem sei que tudo é engano, mas sabendo
Disso, persisto em me enganar… Eu ouso
Dizer que a vida foi o bem precioso
Que eu adorei. Foi meu pecado… Horrendo.
Devo igualar-te a um dia de verão?
Mais afável e belo é o teu semblante:
O tempo esfolha maio inda em botão,
Dura o termo estival um breve instante.
Eu queria ser o sol, a luz imensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
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De todos os cantos do mundo,
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
Não devia te contar
mas de você guardar segredo
eu revelo este meu medo
de não saber amar.
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte.
Sou a irmã do sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... A dolorida...
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Há momentos em que nossos valores se rompem,
certezas se estilhaçam como cristal,
viram pó nossas absurdas convicções,
princípios só se justificam no final.
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
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Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez,
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar.
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Eu te amo, Maria, eu te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença,
E quanto mais me seja a dor intensa
Mais cresce na minha alma teu encanto.
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.
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A vós correndo vou, braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta descobertos;
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.
O instante é tudo para mim que ausente
do segredo que os dias encadeia
me abismo na canção que pastoreia
as infinitas nuvens do presente.
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O que não escrevi, calou-me.
O que não fiz, partiu-me.
O que não senti, doeu-se.
O que não vivi, morreu-se.
O que adiei, adeus-se.
Que procuras? — Tudo. Que desejas? — Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
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Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada…
Arde um toco de vela, amarelada…
Como o único bem que me ficou!
Aurora ideal dos dias meus risonhos,
Quando, úmido de beijos em ressábios
Teu riso esponta, despertando sonhos...
Minh'alma é triste como a flor que morre
Pendida à beira do riacho ingrato;
Nem beijos dá-lhe a viração que corre,
Nem doce canto o sabiá do mato!
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Baste a quem basta o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar.
Para você e para mim, tempo haverá,
E tempo ainda há para cem indecisões,
E uma centena de visões e revisões;
Depois, uma torrada com seu chá.
Se nos sonhos da noite se embalava
Sem um gemido, sem um ai sequer,
É que o leite da vida ele sonhava
Num seio de mulher!
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Mas eu enfrentarei o Sol divino,
o Olhar sagrado em que a Pantera arde.
Saberei porque a teia do Destino
não houve quem cortasse ou desatasse.
Não serei orgulhoso nem covarde,
que o sangue se rebela ao som do Sino.
Verei o Jaguapardo e a luz da Tarde,
Pedra do Sonho e cetro do Divino.
Se por acaso
A gente se cruzasse
Ia ser um caso sério
Você ia rir até amanhecer,
Eu ia ir até acontecer
[...]
Ia ser um riso
Ia ser um gozo,
Ia ser todo dia
A mesma folia
Até deixar de ser poesia
E virar tédio
E nem o meu melhor vestido
Era remédio
Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida; a liberdade e o amor;
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior…
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Quando tudo for escuro
e nada iluminar,
quando tudo for incerto
e você só duvidar…
É hora do recomeço.
Recomece a ACREDITAR.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Quando vejo que meu destino ordena
Que, por me experimentar, de vós me aparte,
Deixando de meu bem tão grande parte,
Que a mesma culpa fica grave pena.
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Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida,
E num recanto pôs o mundo inteiro.
Adeus! Para sempre adeus!
Vou-me de ti; fica em paz.
Volva o riso aos olhos teus,
Não te verei nunca mais.
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Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta
[...]Eu fecho a frente da casa,
Fecho a frente do quartel.
Eu fecho tudo no mundo,
Só vivo aberta no céu!
Dizem que há, gozos nas mundanas galas,
Mas eu não sei em que o prazer consiste.
— Ou só no campo, ou no rumor das salas,
Não sei porque — mas a minh’alma é triste!
Todo o pranto chorei. Todo o que eu tinha,
Caiu-me ao peito cheio de esplendores,
E em vez de aí formar terras melhores,
Tornou minha alma sáfara e maninha.
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".
Este o país ideal que em sonhos douro;
Aqui o estro das aves me arrebata,
E em flores, cachos e festões, desata
A Natureza o virginal tesouro.
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Sonhar é transportar-se em asas de ouro e aço,</p
>Aos páramos azuis da luz e da harmonia;
É ambicionar o céu; é dominar o espaço,
Num voo poderoso e audaz da fantasia.