O mistério do destino humano é que somos fatais, mas temos a liberdade de cumprir ou não o nosso fatal: de nós depende realizarmos o nosso destino fatal.
60 frases de escritoras brasileiras que mostram a força feminina nacional
Qual foi o último livro nacional escrito por uma mulher que você leu? Quantas autoras renomadas você conhece? Se você teve dificuldades de responder a essas duas perguntas, então está mais do que na hora de mergulhar nas escritas nacionais de mulheres incríveis! Para isso, confira essas frases de escritoras brasileiras e ampliem os seus conhecimentos literários!
Frases de escritoras brasileiras para quem é apaixonado por literatura feminina nacional
Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.
A gente tem sede de infinito e de permanência, então, esse ser que assegura a permanência das coisas, é que eu chamo de Deus. É o absoluto.
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É engraçado que pensando bem não há um verdadeiro lugar para se viver. Tudo é terra dos outros, onde os outros estão contentes.
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A vida é igual a um livro. Só depois de ter lido é que sabemos como encerra.
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Se em um instante se nasce e um instante se morre, um instante é o bastante para vida inteira.
Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.
Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
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O que a memória ama, fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.
Me esforço para ser melhor a cada dia. Pois bondade também se aprende.
Doer, dói sempre. Só não dói depois de morto. Porque a vida toda é um doer.
A piedade supõe uma condição de superioridade e a gente só pode se compadecer de quem sofre mais do que nós.
Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas.
A distância mais curta entre dois pontos pode ser a linha reta, mas é nos caminhos curvos que se encontram as melhores coisas da vida.
A questão do negro, a questão indígena, não são questões para as pessoas que são vítimas resolverem. São para a nação resolver.
As mulheres e as crianças são as primeiras que desistem de afundar navios.
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Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.
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Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros.
Há sonhos que devem ser ressonhados, projetos que não podem ser esquecidos.
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O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
Antigamente o que oprimia o homem era a palavra calvário; hoje é salário.
As crianças ricas brincam nos jardins com seus brinquedos prediletos. E as crianças pobres acompanham as mães a pedirem esmolas pelas ruas. Que desigualdades trágicas e que brincadeira do destino.
Fiz a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.
Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura.
O amor não é louco. Sabe muito bem o que faz, e nunca, nunca, age sem motivo. Loucos somos nós, que insistimos em querer entendê-lo no plano da razão.
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas.
Será que o vaga-lume pisca de dor? Se eu pudesse brilhar de dor eu seria um escândalo.
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O ser humano é um peregrino. É só na aparência que ele tem uma geografia.
É tanta hipocrisia, tanta gente vazia, tanto assunto inútil, que ando com preguiça de conhecer pessoas.
A mulher basicamente é pra ser um conjunto habitacional, tudo igual, tudo rebocado, só muda a cor. Particularmente, sou uma mulher de tijolos à vista.
A experiência da solidão podia levar uma criatura a fazer coisas inesperadas, pouco prováveis, até extremas.
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As palavras que não se dizem ao morto queimam na boca para sempre.
Quando eu escrevo em sinto um profundo desejo de que as palavras e as questões que me são caras para viver habitem também o mundo e possam ser compartilhadas e revividas.
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Já que é preciso aceitar a vida, que seja então corajosamente.
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Teu corpo é canoa em que desço vida abaixo, morte acima procurando o naufrágio me entregando à deriva.
Os seres humanos frequentemente dizem uma coisa e pensam outra, fingem ser o que não são, simulam suas intenções.
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Te amo ainda que isso te fulmine ou que um soco na minha cara me faça menos osso e mais verdade.
O mar vagueia onduloso sob os meus pensamentos. A memória bravia lança o leme: recordar é preciso.
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Viver é afundar-se em cada caminhada.
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Angústia é fala entupida.
Eu morro e remorro na vida que passa. Eu ouço teus passos. Compasso infernal. Nasci para a vida. De morte vivi, mas tudo se acaba. Silêncio. Morri.
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O que nos aconteceu, o que não nos aconteceu têm o mesmo peso no poema.
Quem se lembrou de pôr sobre a mesa essas doces evidências da morte?
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Somos cada vez mais jovens nas fotografias. De trás para frente a memória lê o dia.
Fico pensando quando será que a gente percebe que não vamos dar certo.
O céu guarda a parte viva da pessoa, aquela coisa que não morre nunca, não a saudade, a saudade é amor e é dos vivos, estou falando da coisa viva que fica nos mortos.
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Quem não aspira a intensidade de um sentimento que carboniza antes de conhecer a finitude?
O trabalho é por tantas vezes a maior tristeza da vida de uma pessoa e é só nisso que certos pais pensam, no filho crescendo e sendo alguém sendo que esse ser alguém envolve tudo menos Ser.
Os crus dissabores que eu sofro são tantos, são tantos os prantos, que vivo a chorar. É tanta a agonia, tão lenta e sentida, que rouba-me a vida, sem nunca acabar.
De tudo o que mais dói, de quanto é dor que não valem nem prantos, nem gemidos, são afetos imensos, puros, santos, desprezados – ou mal compreendidos.
Desatar os nós que enlaçam atos e motivos. Fazer as coisas por impulso. Por que? Porque às vezes é bom a gente mostrar pra si mesmo quem é que manda aqui.
O amor é uma doença. Eu sinto náuseas, febres, dores musculares. Eu acordo assustada no meio da noite. Eu choro à toa.
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Esse trem de morrer de onde ela saiu viva foi a sua vida inteira o que ela foi e é.
Meu avô não gostava de agosto, dizia agosto mês de desgosto. Quando passava dizia "agora não morro mais".
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Então eu tenho vontade de mergulhar para me curar do amor que ainda não tenho e não sentir a saudade que nem existe.
Deixe as palavras dizerem o que querem e não o que queremos que elas digam. Só um pouquinho, por favor.
O silêncio está preenchido de sons. É como o branco, onde se juntam todas as cores.
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Conte para mim sobre como tudo anda difícil e nem a cerveja se paga e nem a escrita se cria. Me conte.
Naqueles anos de romaria vira de tudo no caminho e teve piedade, porque às vezes nem Deus livra o homem de enlouquecer. O demônio é artista. Poucos escapam dos enganos do Satanás.
Talvez suspeite que olhar de fora imprima à vida alheia uma película de completude; a ilusão de que, no outro, cada sentimento tenha sempre o tamanho certo.