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É melhor escrever errado a coisa certa do que escrever certo a coisa errada.
20 frases de Patativa do Assaré para conhecer a arte popular
Patativa do Assaré (1909 – 2002) foi um grande poeta e repentista brasileiro. Suas poesias denunciam a situação precária do povo nordestino com uma linguagem simples, ritmada e sempre com rimas. Teve livros traduzidos em diversos idiomas e poemas musicados por grandes artistas. Para saber mais, confira as frases de Patativa do Assaré que demonstram a sabedoria popular em versos.
Frases de Patativa do Assaré que demonstram a grandeza do coração do poeta
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Sou filho do Nordeste, não nego meu naturá, mas uma seca medonha me tangeu de lá prá cá.
Sou poeta agricultor do interior do Ceará, a desdita, o pranto e a dor, canto aqui e canto acolá.
Antes do pleito, festa, riso e gosto, depois do pleito, imposto e mais imposto. Pobre matuto do sertão do Norte!
Sou poeta das brenha, não faço o papé de argum menestré, ou errante cantô que veve vagando, com sua viola, cantando, pachola, à percura de amô.
Há dor que mata a pessoa sem dó nem piedade. Porém não há dor que doa como a dor de uma saudade.
Chegando o tempo do inverno, tudo é amoroso e terno.
Do campo até na floresta, as ave se manifesta, compondo a sagrada orquesta desta festa naturá.
De noite notamos as graças eternas nas lindas lanternas de mil vaga-lumes. Na copa da mata os ramos embalam e as flores exalam suaves perfumes.
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Poeta, cantô de rua, que na cidade nasceu, cante a cidade que é sua, que eu canto o sertão que é meu.
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Se a terra foi Deus quem fez, se é obra da criação, deve cada camponês ter uma faixa de chão.
Sou matuto do Nordeste, criado dentro da mata, caboclo cabra da peste, poeta cabeça-chata.
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Meu professô era fogo na base do português, catálogo, era catalôgo, mas grande favô me fez.
Sertão, argúem te cantô, eu sempre tenho cantado e ainda cantando tô.
Saudade dentro do peito é qual fogo de monturo. Por fora tudo perfeito, por dentro fazendo furo.
Não tenho sabença, pois nunca estudei, apenas eu seio o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre e o fio do pobre não pode estudá.
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Eu aprendi mesmo foi com os passarinhos.
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Tudo é paz, tudo é carinho, na construção de seus ninho, canta alegre os passarinho as mais sonora canção.
A poesia sem rima bastante me disanima e alegria não me dá; não tem sabô a leitura, parece uma noite iscura sem istrela e sem luá.
A grama no campo não nasce, não cresce: outrora este campo tão verde e tão rico, agora é tão quente que até nos parece um forno queimando madeira de angico.